- O que usa drogas;
- O que não precisa de drogas;
- O que deveria usar drogas.
Meu amigo Pacote é um exemplar do tipo 2. Segue o caso:
Hoje o cara me busca no trabalho às 12:30 para almoçarmos juntos e por o papo em dia. Da saída até o retorno ao meu escritório nós conversamos ininterruptamente durante 90 minutos sobre os seguintes assuntos:
- Nossa situação profissional;
- Nossa perspectiva de futuro;
- Nossos tempos de faculdade;
- O dia que eu conheci ele (engraçado pra caralho);
- Perspectivas de 2008 para para Galo;
- Idas dele a jogos do américa;
- Minha mãe mudando para um prédio;
- Banda de pagode de um amigo comum;
- Direção hidramática em veículos automotores;
- Sensor de estacionamento de carros;
- Pedinte de rua idêntica ao meu primo Martchola;
- Fases boas e ruins no poker;
- Hábitos alimentares.
Oito horas depois do almoço (às 20:00) eu recebo no meu celular a seguinte mensagem assinada por ele:
- E os dogs?
Ligo pra ele sem entender pra corrigir avisar que ele mandou uma mensagem pra pessoa errada. Segue a conversa:
- Pacote, você acabou de me mandar uma mensagem escrita "E os dogs?".
E ele responde na maior naturalidade:
- Pois é. Sua mãe não vai mudar para um prédio?
Tem gente que não precisa de drogas....
Ps: Caso tenha ficado curioso o dog grande foi pra fazenda e o pequeno vai para o prédio. Nenhum animal foi ferido durante a confecção deste texto. Pelo menos um boi foi ferido para que meu almoço fosse feito.
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